A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/26 da Câmara de Vereadores de Erval Seco encerrou, na sexta-feira, 30 de outubro, a fase de oitivas dos trabalhos de investigação. Ao longo dessa etapa, mais de 30 pessoas foram ouvidas na condição de testemunhas, entre servidores municipais de diferentes setores, secretários, profissionais da área da saúde e empresários do município.
Com o encerramento dos depoimentos, a comissão entra em uma nova etapa, na qual deverá analisar as declarações prestadas, confrontar as informações com os documentos reunidos e avaliar possíveis desdobramentos.
A CPI investiga possíveis irregularidades envolvendo contratos e pagamentos na área da saúde, aquisição de peças, além de despesas que teriam ultrapassado os valores previstos contratualmente. A investigação teve origem em uma denúncia anônima encaminhada ao e-mail da Ouvidoria da Câmara de Vereadores.
Prefeito foi ouvido por cerca de quatro horas e meia
Um dos principais depoimentos desta etapa foi o do prefeito de Erval Seco, Eder Wink, ouvido pelos integrantes da comissão na sexta-feira. A oitiva teve início por volta das 13h30 e se estendeu até aproximadamente as 18h.
Nos dias anteriores, a CPI ouviu servidores municipais de diferentes áreas relacionadas aos fatos investigados, incluindo setores administrativos e da saúde, além de empresários citados na denúncia.
Os depoimentos eram abertos ao público, permitindo o acompanhamento presencial. Entretanto, não houve transmissão ao vivo, por decisão da Câmara de Vereadores, sob a justificativa de preservar a imagem das testemunhas.
CPI poderá realizar novos depoimentos
Durante coletiva de imprensa, também foi abordado a possibilidade de o advogado, que presta consultoria jurídica à Câmara, ser ouvido pela CPI. Segundo os integrantes da comissão, o nome do profissional foi mencionado durante depoimentos em razão de sua atuação anterior em situações relacionadas à Administração Municipal.
Elias Camargo informou que o advogado se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. A comissão deverá se reunir para decidir se considera necessária a realização dessa oitiva.
Comissão deverá confrontar depoimentos e documentos
A CPI é composta pelo vereador Elias Camargo (PT), na presidência; Rosana Pessoto (PT), como relatora; e Volnei Honrchu, como secretário.
Com o encerramento da fase de oitivas, a comissão deverá concentrar os trabalhos na análise do material reunido desde o início da investigação. Entre os próximos procedimentos estão o confronto dos depoimentos de servidores, empresários, gestores e do prefeito com os documentos relacionados aos contratos e às despesas sob apuração.
Os integrantes também poderão solicitar informações complementares, receber novos documentos e realizar outros depoimentos, caso considerem necessário para esclarecer os fatos.
A previsão anunciada pela comissão é de apresentação do relatório final até meados de dezembro.
Até a conclusão da investigação, não há manifestação definitiva da CPI sobre a confirmação das possíveis irregularidades ou sobre eventuais responsabilidades individuais. Os próximos encaminhamentos dependerão da análise do conjunto de informações e provas reunidas ao longo dos trabalhos.
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